Pena de morte para membro da seita Aum Shinrikyo mantida pela Corte Suprema do Japão
- NHK
A Corte Suprema do Japão manteve um veredito de pena de morte, pronunciado por tribunais inferiores, para um membro de alto escalão da seita Aum Shinrikyo, por conta do ataque com gás sarin conduzido pela seita religiosa.
A decisão põe fim a todos os julgamentos criminais relacionados à seita, que duraram 16 anos.
O réu, Seiichi Endo, era acusado de assassinato e outros crimes.
Uma corte distrital e uma superior, haviam condenado o réu à pena de morte por ter fabricado o gás sarin usado no ataque mortal conduzido nas linhas do metrô de Tóquio em 1995, e por seu papel num outro ataque com sarin em 1994, conduzido pela seita na cidade de Matsumoto, parte central do Japão.
A defesa entrou com um apelo, alegando que o réu havia sofrido lavagem cerebral e portanto não foi capaz de desafiar as ordens dadas pelo líder da seita, Shoko Asahara, cujo nome real é Chizuo Matsumoto.
Na segunda-feira, a Corte Suprema rejeitou o apelo.
O juiz que presidiu a sessão afirmou que o réu, com seu conhecimento científico, tinha uma grande carga de responsabilidade por ter desempenhado um papel chave na fabricação do gás sarin usado pela seita.
A seita Aum teve 189 membros julgados.
Destes, 13 membros, incluindo o fundador Asahara, foram sentenciados à pena de morte, e nenhuma sentença foi revogada.
Hiroshi Araki, porta-voz do grupo religioso Aleph, novo nome dado aos remanescentes da seita Aum Shinrikyo, afirmou ser lamentável que Asahara tenha se mantido em silêncio durante os julgamentos, impossibilitando que a verdade fosse revelada. Ele afirmou que o grupo vai continuar a indenizar as vítimas do ataque.