Operários injetam nitrogênio em reatores de Fukushima para prevenir explosões
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Operários injetam nitrogênio em reatores de Fukushima para prevenir explosões
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Os operários que trabalham na usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, começaram a injetar nitrogênio nos três reatores danificados para prevenir explosões de hidrogênio, informou nesta sexta-feira a rede de televisão pública NHK. A medida foi adotada pouco mais de um mês após a empresa Tepco, administradora da usina, detectar a acumulação de hidrogênio com densidade de até 2,9% em algumas áreas do reator 2 --segundo especialistas, há risco de explosão se a densidade chegar a 4%. A injeção de nitrogênio ajuda a diminuir a concentração de hidrogênio. Manter o hidrogênio em níveis baixos é uma condição indispensável para levar os reatores à parada fria --quando a temperatura se estabiliza abaixo de 100 graus centígrados--, meta do governo e da Tepco para o fim do ano.
A central de Fukushima é o centro da pior crise nuclear desde o acidente de Tchernobil (Ucrânia), em 1986. Os problemas na usina japonesa começaram após o devastador tsunami que castigou o nordeste do Japão no dia 11 de março passado, decorrente de um terremoto de magnitude 9. O governo japonês admitiu que, nos dias posteriores à catástrofe, houve uma fusão do núcleo dos reatores danificados, um processo que contribui para a emissão de elevadas porções de radioatividade. Segundo relatório interno da Tepco divulgado nesta sexta-feira pela NHK, nas horas imediatamente posteriores ao desastre, houve falhas de comunicação que podem ter desacelerado a resposta à emergência. O documento afirma que o diretor da usina, Masao Yoshida, não foi informado que o sistema de refrigeração de emergência no reator 1 tinha sido detido de forma manual, enquanto uma falha em uma válvula impediu a detecção de que o líquido que cobria as barras de combustível tinha abaixado até deixá-las expostas. Segundo o relatório, a Tepco acredita que o dano às barras ocorreu cerca de quatro horas depois do tsunami, o que facilitou a entrada de elevadas porções de hidrogênio que, no dia seguinte, teriam causado a primeira das explosões na central.
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