Cinco candidatos disputam cargo de primeiro-ministro japonês. Sucessor de Kan terá de enfrentar, além do desafio da reconstrução e da crise nuclear, declive econômico e a crise financeira global.
Cinco candidatos concorrem nesta segunda-feira no pleito que indicará o novo primeiro-ministro do Japão, que herdará o desafio de custear a reconstrução após o desastre de março sem afundar ainda mais as maltratadas contas públicas da terceira economia mundial. O vencedor nas eleições do Partido Democrático do Japão (PDJ) torna-se o líder da formação governante e virtual substituto do até agora primeiro-ministro, Naoto Kan, quem na sexta-feira anunciou a tão aguardada renúncia após as críticas massivas de março.Entre os candidatos desponta como favorito o atual ministro da Indústria, Banri Kaieda,
um político veterano de 62 anos que para os analistas tem todo o apoio necessário no partido para se transformar no sexto chefe do Executivo no Japão nos últimos cinco anos.
A instabilidade que atinge a Administração japonesa na última meia década obrigará o sucessor de Kan a enfrentar, além do desafio da reconstrução e da crise nuclear, os problemas que arrastam o país há duas décadas ao declive econômico e a crise financeira global. Japão, que perdeu neste ano seu posto de segunda economia do mundo para a China, convive com o desafio de retomar o crescimento e ao mesmo tempo tenta reduzir a forte dependência
da energia nuclear, algo que todos os candidatos concordam desde o acidente na usina atômica de Fukushima, ainda insolúvel.
O problema nuclear e a importância de manter a aliança com os Estados Unidos são praticamente os únicos pontos em comum demonstrados pelos cinco aspirantes a assumir as rédeas do Governo, o que revela uma importante divisão dentro da formação. Embora disposto a fomentar outras energias, Kaieda mostrou
como ministro da Indústria sua predisposição em reativar o mais rápido possível os reatores paralisados, após o terremoto e o tsunami de 11 de março.
Fonte: ipcdigital.com